segunda-feira, 27 de abril de 2015

Internacionalização - Rússia




Hoje vamos apresentar o mercado de exportação da Rússia.



Breve contexto
·         Uma das 10 maiores economias mundiais.
·         Eventual adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC), permitirá a redução das taxas e de outros entraves à importação.
·         80% dos consumidores residem na parte europeia do território.
·         12 Cidades com mais de 1 milhão de habitantes.
·         Moscovo como centro de importações, da distribuição de mercadorias, do capital em circulação no país e, ainda, de todo o comércio de retalho da Rússia.
·         Moscovo e S. Petersburgo detêm as melhores acessibilidades, infra-estruturas e serviços, sendo ainda sede das principais e maiores empresas russas e das filiais estrangeiras a operar no mercado.
·         Moscovo e S. Petersburgo (cerca de 20 milhões de habitantes) onde os consumidores têm o maior nível de rendimento e poder aquisitivo.
·         Cerca de 15% da população russa detém um elevadíssimo poder de compra, com propensão para o luxo, gosto pela ostentação e enorme apetência pelos produtos de origem europeia.
·         Há cera de 150.000 cidadãos com reservas monetárias superiores a 1 milhão de dólares.
·         Calcula-se que haja mais milionários em Moscovo por m2 do que em Nova Iorque.
Forças

·         Estabilidade política do país.
·         Recursos humanos qualificados.
·         Boa qualidade do sistema de ensino.
·         Esforço para simplificar burocracias, procedimentos normativos, fiscais e administrativos.
·         Facilitação na instalação de novas empresas.
·         Esforço na diminuição da corrupção.
·         Existência de 9 voos directos semanais Lisboa-Moscovo.
·         Boas relações institucionais entre Portugal e a Rússia.
Fraquezas
·         Moscovo é a 4ª cidade mais cara do mundo e a 1ª da Europa.
·         Arrendamento urbano muito caro.
·         Grandes distâncias entre as principais cidades com poder de compra, implicando elevados preços nos transportes.
·         Língua como principal obstáculo ao negócio.
·         Empresas devem usar o russo no contacto comercial e na promoção escrita e documental.
·         Dificuldades na obtenção de informação qualificada sobre parceiros locais.
·         Informação disponível sobre ambiente de negócios insuficiente.
·         Dificuldade no acesso a diretórios comerciais.
·         Economia informal assume espaço relevante na economia global.
Para vender e investir na Rússia, é crucial ….
·         Estar consciente dos custos iniciais e respectivo retorno de longo prazo.
·         Ter um parceiro local fiável.
·         Falar russo ou, em alternativa, dispor de tradutores idóneos para as reuniões, contactos e escrita.
·         Deter uma estratégia negocial bem definida e dispor de um bom advogado.
·         Participar nas principais feiras internacionais que se realizam no mercado, embora dispendiosas. É o ponto de encontro, por excelência dos operadores económicos.
·         Contar com o espírito conservador russo, avesso à mudança.
·         Demonstrar flexibilidade comercial e industrial à medida do cliente.
·         Apostar na qualidade do produto/serviço a oferecer.
·         Garantir um bom serviço pós venda. Este aspecto tem sido fundamental na manutenção de bons contratos portugueses no mercado.
·         Saber que a Federação Russa pode impor normas do contrato-tipo sobre os contratos comerciais ou de investimento, celebrados entre russos e estrangeiros. As normas do contrato-tipo da Federação prevalecem sobre as contratadas entre as partes.
·         Harmonizar os conteúdos dos contratos com as normas federais ou estaduais.
·         Incluir no contrato comercial a celebrar com o distribuidor a permissão para efectuar a distribuição dos produtos pelo território russo.
·         Perceber o funcionamento do sistema alfandegário e da economia informal.
·         Estar prevenido para as dificuldades na alfândega na Rússia.
·         Conhecer a demora ao nível do desalfandegamento, sobretudo de bens perecíveis.
·         Dispor de um transitário ou despachante experiente e competente no mercado.
·         Incluir cláusulas contratuais claras e inequívocas que garantam que as diligências e despesas inerentes à correcção formal exigida na importação fiquem a cargo do importador ou distribuidor.
·         Acordar previamente que o pagamento se faça no momento da encomenda.
·         Saber das dificuldades no envio de amostras para o mercado.
·         Saber que as transportadoras como a DHL não fazem transporte de líquidos para a Rússia, entre outros, vinhos.
Numa relação comercial com o mercado russo, deve…
·         Estar disponível para convidar os importadores/clientes russos a visitar a produção portuguesa.
·         Estar disponível para deslocações ao mercado sempre que necessário.
·         Privilegiar os contactos pessoais, tanto em Portugal como na Rússia. A regra de ouro é: “Mais vale uma vez ver, do que mil vezes ouvir
·         Optar, sempre que possível, pelo transporte da mercadoria habitual por grupagem.
·         Certificar e registar junto da Alfândega todos os produtos alimentares destinados a amostragem em feiras no mercado.
·         Saber que os produtos alimentares e os brindes, não sendo reexportáveis, estão sujeitos às formalidades aduaneiras.
·         Apresentar os produtos ao consumidor russo de forma cuidada e profissional.
·         Saber que o consumidor final dá muita atenção à apresentação do produto.
·         Analisar e definir o melhor modelo de contratação dos produtos junto dos importadores. A exclusividade deve assentar em objectivos de venda e resultados alcançados. Ter em atenção eventuais práticas de contrafacção.
·         Obter visto de turismo para as deslocações de curta duração ao mercado. Uma simples menção à participação numa feira, pode dificultar a obtenção do visto.
·         Ter em atenção que não há vantagem na prospecção de mercado ou negócio nas zonas orientais do território, pelo baixíssimo índice populacional e com um reduzido poder de compra.
·         Contar que o primeiro contacto dos russos é distante mas, havendo continuidade, passa a ser caloroso. Pode até sê-lo em excesso para os nossos hábitos (por exemplo, nunca se deve recusar beber vodka, habitualmente oferecido).
·         Ter em conta nas estratégias promocionais que a clientela russa aprecia eventos fora do comum, com novidade, extravagância e até excentricidade de imagem.


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