segunda-feira, 13 de março de 2017

Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo apresenta reclamação contra armadores

A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) vai apresentar reclamação à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), entidade responsável pela regulação e supervisão da atividade da cabotagem insular, no quadro dos requisitos e obrigações de serviço público a que se encontra sujeito contra os armadores, anunciou hoje, 13 de Março, a Direção da Associação Empresarial em conferência de imprensa realizada em Angra do Heroísmo.

A CCAH acompanha o sistema de transporte estabelecido para a Região Autónoma dos Açores (RAA), nomeadamente o transporte marítimo de mercadorias entre o continente e os portos da RAA, transporte esse estabelecido por obrigações de serviço público, sem subsídios governamentais, fixando o artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 7/2006, de 4 de janeiro, um conjunto de obrigações que se aplica a qualquer armador que queira operar neste mercado, destacando-se o cumprimento de itinerários previamente estabelecidos. Entre as obrigações consta a necessidade dos armadores de publicar, com antecedência, os horários para o mês seguinte. É com base nestes horários/itinerários que toda economia regula a sua atividade, designadamente, que as empresas tomam a decisão em que barco importam a mercadoria, e informam os seus clientes quando chegam, mas também que tomam a decisão em que barco exportam mercadoria.

A CCAH vem, de alguns meses a esta parte, a monitorizar esta atividade, e os resultados são um atentado à nossa economia, às nossas empresas!

Verifica-se que, em Janeiro deste ano, houve um atraso no cumprimento de chegada ao Porto da Praia da Vitória na ordem dos 46%. No mês de Fevereiro cerca de 60% das escalas definidas para o Porto da Praia da Vitória chegaram com atraso. Nesse mesmo mês temos, inclusivamente, o caso de um navio que não atracou no Porto da Praia da Vitória na semana de 27 de Fevereiro a 03 de Março. No decorrer deste mês de Março, até à data, verifica-se um incumprimento de 100% nas datas previstas. 

Para a CCAH e os seus associados, basta deste Oligopólio que todos os dias prejudica a Terceira prejudica a economia dos Açores! Já chega desta prepotência destas três empresas que julgam que a Economia dos Açores pode estar refém do seu bom humor da sua boa vontade!

A CCAH recusa-se, por isso, a reunir com os armadores, para voltar novamente a ouvir as desculpas do costume (greve, o tempo, problemas técnicos, etc). Os atrasos não são uma exceção mas sim a regra, pelo que só voltaremos à mesa quando os números estiverem abaixo dos 10%. Até lá, será apresentada uma queixa formal todos os meses até haver uma ação robusta por parte da entidade reguladora. O que, também estranhamente, tarda em acontecer.

Entretanto, a CCAH agendou nova reunião com o diretor regional de transportes, onde será abordado este tema, porque também sabemos que houve reclamações sem resposta por parte do Governo Regional. Será abordado, também, o tema da revisão das obrigações de serviço público. Continuamos a defender que, numa primeira instância, devem salvaguardar um navio a atracar à segunda ou terça-feira, na ótica da importação, e outro à quinta ou sexta, de forma que possa chegar a Lisboa na segunda-feira seguinte para garantir a distribuição, em tempo útil, da mercadoria enviada para exportação aos respetivos fornecedores. Numa segunda instância, mantemos a alegação do cumprimento do PREIT quanto a barcos diretos para o porto da Praia da Vitória.


Fonte: CCAH


sexta-feira, 3 de março de 2017

Fábricas de queijo em São Jorge cumprem normas de segurança e qualidade alimentares

A Associação Portuguesa de Certificação e um organismo norte-americano responsável pelo controlo dos alimentos e medicamentos realizaram auditorias às unidades fabris e os resultados foram positivos.

Desde 2016 que as três cooperativas de São Jorge, Lourais, Finisterra e Uniqueijo, têm uma certificação conjunta, que foi agora renovada pela auditoria da APCER.

Dada a dimensão e o nível de exporação do queijo de São Jorge, estas auditorias e respetivas certificações são obrigatórias e importantes para abrir oportunidades em diversos mercados.

Lena Amaral, gestora de qualidade de segurança alimentar, adiantou que há possibilidade de haver em breve uma auditoria pelo Instituto Halál, para certificar se queijo de São Jorge pode ser consumido por muçulmanos.



Fonte: Telejornal RTP Açores




terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Formação para Profissionais: Qualificação Oeradores de Equipamentos - Empilhadores - Ilha de São Jorge


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Região quer “manter a autenticidade” para consolidar destino turístico

A secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou hoje, em Angra do Heroísmo, que os Açores devem consolidar o destino turístico através da sua qualificação e do destaque das caraterísticas que permitem manter a autenticidade da Região.

Marta Guerreiro, que falava no final de uma reunião com a Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, frisou a necessidade da existência de “mais atrações, mais pontos de observação das paisagens açorianas, mais atividades ligadas ao turismo de natureza, que é uma aposta muito importante para o Governo Regional”, contribuindo para atenuar a sazonalidade do destino, enquanto uma aposta na divulgação de produtos que potenciam as particularidades da Região.

Ainda sobre a qualificação dos serviços turísticos, está previsto o desenvolvimento de ações que concorram para a qualificação da oferta turística da Região através da aposta na formação, da qualificação e incremento dos pontos de interesse turístico, da reestruturação dos postos de turismo com a aquisição de equipamentos e materiais que permitam melhorar a prestação de serviços de informação aos turistas.

Relativamente aos produtos a desenvolver na ilha Terceira, a secretária regional realçou que, para além de um turismo de natureza, em terra e no mar, o trabalho será continuado numa perspetiva de evidenciar “as particularidades de cada uma das ilhas”, dando destaque às “questões da cultura, do património, das festividades, sem nunca esquecer a parte gastronómica e do vinho”.

Os mercados alvo são, sobretudo, a Alemanha, Reino Unido, Holanda, Escandinávia, França, Espanha, Itália, Portugal, Canadá e EUA para um segmento de casais jovens, famílias com filhos e reformados.

Nesta deslocação à Terceira, a titular da pasta do Turismo reuniu com representantes de empreendimentos turísticos e agentes de viagens da ilha, dando continuidade à política de proximidade com as entidades do setor, já iniciada nas ilhas do Pico e do Faial, e que envolverá todas as ilhas do arquipélago.


Fonte: + Central


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Atualização do IMI para prédios comerciais chega em abril

Este ano, os prédios ligados à indústria, comércio e serviços sofrem uma atualização extraordinária do imposto. O valor deverá ser pago no mês de abril.

Os prédios ligados à indústria, comércio e serviços sofrem uma atualização extraordinária do imposto, na fatura do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) relativa a 2016 e que, nas próximas semanas, vai ser apresentada aos proprietários.

De acordo com o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, o valor fiscal que será agora atualizado, uma “correção técnica”, segundo o especialista da Deloitte Ricardo Reis, implica efetivamente um aumento na tributação do património. Questionado sobre o número de prédios em causa, o Ministério das Finanças não respondeu.

A atualização do imposto para estes prédios industriais e comerciais advém daquilo que foi estipulado no Orçamento do Estado para 2016. Desde o ano passado que estes imóveis passaram a ter atualizações automáticas do imposto a cada três anos.


Fonte: Jornal Económico