sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Amas dos Açores com novo regime jurídico

O diploma que estabelece o regime jurídico de licenciamento da atividade de ama nos Açores entrou hoje em vigor, passando a regular esta profissão no arquipélago.

Segundo o decreto legislativo regional, publicado na quinta-feira em Diário da República, o exercício desta atividade é sujeito a licenciamento e pode ocorrer no âmbito de uma instituição de enquadramento de amas ou através da contratualização do serviço diretamente com os pais ou com quem exerça as responsabilidades parentais.

"O exercício da atividade de ama depende da emissão de licença, a conceder pelo organismo regional competente em matéria de ação social", refere o decreto, que estabelece o regime jurídico de licenciamento, organização e fiscalização da atividade.

O diploma define que a atividade de ama é uma resposta social alternativa às creches com o objetivo de apoiar as famílias no acolhimento das crianças, em ambiente familiar, com as devidas condições ao seu desenvolvimento integral.

O acolhimento assegurado pela ama tem como limite máximo quatro crianças, preferencialmente de idades diferenciadas dentro do grupo etário previsto.

"Todas as amas que se encontrem licenciadas para o exercício da respetiva atividade são consideradas de utilidade social, usufruindo, nomeadamente, da atribuição dos benefícios fiscais inerentes", acrescenta.

O Governo dos Açores indica que com esta medida se propicia “a possibilidade de extensão destes serviços, como resposta às famílias com necessidades de apoio que não se coadunem com as demais respostas sociais”.

“Por outro lado, esta iniciativa apresenta-se como mais um importante instrumento de conciliação das políticas sociais com as políticas de emprego, particularmente de autoemprego”, sublinha.

A medida tem também como objetivo “a inserção ou reinserção na vida ativa de pessoas à procura do primeiro emprego e desempregados, designadamente licenciados nas áreas de educação de infância, psicologia e outras áreas, ou pessoas vocacionadas para esta tipologia de serviço, bem como a promoção do emprego, numa lógica que permite a sua conciliação com a vida familiar”.


Fonte: Lusa


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Governo dos Açores estuda cooperação entre Portugal e China na área dos laticínios

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, disse hoje que estão a decorrer negociações para promover a cooperação entre Portugal e China na área dos laticínios e que espera resultados positivos.

“São vários assuntos que têm estado em cima da mesa, um dos quais tem a ver com questões relativas a laticínios. Há um trabalho que está em curso, que estamos a desenvolver e que esperamos que possa chegar a um bom porto”, disse, em resposta a uma questão sobre a visita do primeiro-ministro português à China.

Vasco Cordeiro falava, em declarações aos jornalistas, na base aérea n.º 4, nas Lajes, depois de se despedir do primeiro-ministro chinês, Le Keqiang, que fez uma escala de dois dias na ilha Terceira, nos Açores, numa viagem entre Cuba e a China.

Questionado sobre o balanço da visita da comitiva chinesa à ilha Terceira, o presidente do Governo Regional reiterou que se tratou apenas de uma escala técnica.

“Foi uma oportunidade de mostrar ao senhor primeiro-ministro da China vários pontos de interesse aqui na ilha Terceira e referir outros nos Açores. Desse ponto de vista, penso que foi uma visita que cumpriu os seus objetivos”, frisou.

Na segunda-feira à noite, após uma reunião com o primeiro-ministro chinês, à sua chegada à ilha Terceira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que o encontro serviu para preparar a visita do primeiro-ministro português à China, em outubro, revelando que nessa ocasião será possível “avançar nos trabalhos que estão em curso” e “assinar já alguns acordos”.

Questionado sobre essa visita, Vasco Cordeiro não quis fazer comentários, mas disse que os assuntos que interessam aos Açores, no âmbito de possíveis parcerias com a China, já foram “apresentados e transmitidos”.

“Eu não vou comentar a visita do senhor primeiro-ministro português à China. Espero que ela corra tão bem quanto correu esta escala técnica do senhor primeiro-ministro da China aqui nos Açores”, salientou.

Questionado sobre a possibilidade de serem discutidas também nesse encontro parcerias na área do mar, em que se especula que haja interesse da China nos Açores, Vasco Cordeiro não rejeitou essa hipótese.

“Pode ser uma das hipóteses, mas é uma matéria que necessita de ser trabalhada, naturalmente”, adiantou.

O primeiro-ministro chinês chegou à ilha Terceira na segunda-feira à noite e teve uma reunião de poucos minutos com o ministro dos Negócios Estrangeiros e com o presidente do Governo Regional, na base aérea nº4, nas Lajes, tendo ainda assistido a um concerto ao ar livre, em Angra do Heroísmo.

A comitiva chinesa visitou hoje de manhã vários pontos turísticos na ilha Terceira, mas o acompanhamento da comunicação social só foi permitido no primeiro momento, não havendo encontros ou visitas durante a tarde na agenda oficial.

Le Keqiang partiu de regresso a Pequim, por volta das 17:00 (hora local, mais uma em Lisboa).

Em julho de 2014, esteve também na ilha Terceira o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, durante cerca de oito horas, numa escala entre o Chile e Pequim, em que aproveitou para se reunir com o então o vice-primeiro-ministro de Portugal, Paulo Portas.

Desse encontro saiu o anúncio de que a China iria certificar 31 empresas portuguesas, que estariam em condições para exportar leite e laticínios para o mercado chinês.

Já em 2012, tinha estado na ilha Terceira o primeiro-ministro chinês da altura, Wen Jiabao, acompanhado por uma comitiva de mais de 100 pessoas, numa escala técnica entre o Chile e a China, que demorou cerca de cinco horas.

Em junho deste ano, o presidente do Governo Regional dos Açores, recebeu, em Ponta Delgada, o ministro do Mar da China, Wang Hong, que destacou o potencial dos Açores na área do mar.


Fonte: Lusa

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Região quer vender 200 ME de produtos no "Continente"

“Os Açores chegaram ao Continente”. É este o título da campanha promocional de divulgação dos produtos açorianos nos 25 maiores hipermercados nacionais do Continente.

A campanha arrancou, ontem, no hipermercado Continente no Centro Comercial Colombo e pretende reforçar o volume de negócios de produtos regionais nas lojas Continente.

Sérgio Ávila, vice-presidente do Governo Regional dos Açores, referiu que em 2015 as lojas Continente compraram 138 milhões de euros de produtos regionais.

Este número deve subir para 150 milhões este ano, sendo que dentro de dois anos o objetivo será vender 200 milhões de euros de produtos regionais. 

“Esta campanha vai permitir que os produtos açorianos estejam presentes nas maiores lojas do Continente e possam chegar a 4,5 milhões de consumidores. Acreditamos que este processo vai aumentar a procura de produtos açorianos e estimular os nossos níveis de produção. Queremos apostar em produtos com valor acrescentado, que são geradores de emprego. Na Região dizemos que consumir produtos açorianos é dar emprego aos açorianos, mas aqui consumir produtos açorianos é uma garantia de qualidade certificados pela natureza”, vincou.

Atualmente as lojas do grupo Sonae vendem cerca de 500 artigos provenientes dos Açores, através de 80 fornecedores, tendo recebido novos produtos no âmbito desta campanha de promoção e divulgação dos produtos açorianos. 

Para divulgar os produtos de marca Açores vai ser realizada uma campanha promocional em órgãos de comunicação social nacional. “Queremos aprofundar a nossa capacidade de penetração no mercado continental”, destacou. 

O Governo dos Açores está inclusivamente, a negociar a colocação de mais produtos açorianos nas lojas da cadeia Pingo Doce e Marko. Sérgio Ávila confirmou que estão a ser ultimados novos acordos com estas duas cadeias para garantir a colocação de produtos açorianos nestas lojas. 

Luís Moutinho, CEO da SONAE MC, sublinhou que a abertura da loja à colocação de mais produtos dos Açores representa “o empenho do Continente na promoção da qualidade dos produtos portugueses. Trata-se de um esforço continuado que nos permite preencher as lojas Continente de produtos de origem nacional. Por exemplo, no caso dos Açores, trabalhamos com mais de 80 produtores, adquirimos conservas regionais na quantidade de oito milhões de latas e asseguramos a compra de 116 milhões de litros de leite por ano”, sinalizou.

O responsável da SONAE assinalou que os consumidores gostam dos produtos portugueses, mas é preciso continuar a trabalhar na promoção, qualidade e preço dos produtos. “Estamos orgulhosos desta parceria e os Açores podem contar com o Continente. Estamos orgulhosos com a presença da marcas dos Açores e seguramente que as vendas vão acontecer. Isto será uma vantagem para os Açores, para as lojas Continente e também para todos os portugueses”, afirmou durante a abertura de um espaço de promoção de produtos açorianos na entrada do Hipermercado Continente do Centro Comercial Colombo. 

As pessoas que efetuaram compras no Hipermercado tiveram a oportunidade de provar diversos produtos dos Açores, como o queijo, atum, enchidos, bolos e doces. Ao longo do hipermercado havia outros locais para a promoção de produtos frescos, carne e peixe dos Açores.


Fontes: Texto - Açoriano Oriental / Fotografia - Marca Açores


terça-feira, 20 de setembro de 2016

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Dormidas subiram 40,8% entre janeiro e julho

Na Região Autónoma dos Açores, no mês de julho, os estabelecimentos hoteleiros registaram 204,2 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 12,0%.

Em termos de variações homólogas acumuladas, de janeiro a julho, as ilhas queapresentaram variações homólogas positivas foram as da Terceira, da Graciosa, do Corvo, de Santa Maria, de São Miguel, do Faial e do Pico, respetivamente com, 81,0%, 40,8%, 24,7%, 23,4%, 17,9%, 17,7% e 13,7%

As ilhas que apresentaram uma variação homóloga acumulada negativa foram de São Jorge e das Flores, respetivamente com, 5,2% e 3,1%.

A ilha de S. Miguel com 576,7 mil dormidas concentrou 66,6% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 153,3 mil dormidas (17,7%) e o Faial com 60,7 mil dormidas (7,0%).Em Julho, os estabelecimentos hoteleiros da Graciosa registaram 1.532 dormidas, um aumento de 10,9%, em relação ao mesmo mês de 2015.

A taxa de ocupação foi de 27,5% e estada média de 2,4 noites.Entre Janeiro e Julho, as dormidas na Graciosa subiram de 5.845 de 2015, para as 8.231 deste ano, revelando o aumento de 40,8%., com proveitos totais de 327.757 euros e proveitos por aposento de 269.457 euros.


Fonte: Rádio Graciosa